Inexorável

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Pesia

Em cinzas se desfez teu corpo brando


Já no calado monumento escuro
Em cinzas se desfez o seu corpo brando
E pude ver, ó Nise, o doce, o puro
Lime dos olhos teus ir-s apagando

Hórridas brenhas, solidões procuro,
Grutas sem luz frenético demando,
Onde maldigo o fado acerbo e duro
Teu riso, teus afagos suspirando.

Darei da minha dor continua prova,
Em sombras cevarei minha saudade,
Insaciável sempre, e sempre nova.

Té que torne a gozar da claridade
Da luz, que me inflamou, que se renova
No seio da brilhante eternidade

Bocage
posted by Manuel dos Reis at 18:44

1 Comments:

Exelente blog,prima sem duvida pelo bom gosto.

5:20 da tarde  

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